Não é surpresa afirmar que os cursos de comunicação abrigam pessoas de diferentes gostos e estilos. Na PUC-Rio isso não é diferente. Os pilotis, sempre lotados, são característicos desta diversidade. Mas no meio de tanta gente é possível encontrar algumas semelhanças. Muitos dos alunos de Comunicação dividem a vida acadêmica com a paixão por uma arte: o teatro. A maioria busca o curso para ter uma segunda opção de carreira devido às dificuldades encontradas no meio teatral.
Foi pensando em unir esta afinidade que a aluna do 5° período de Comunicação, Marina Provenzano, criou, no final do ano passado, o “Banco de atores da PUC”. O objetivo é cadastrar atores interessados em participar das produções do curso de Cinema. Marina, que também é atriz, afirma que o projeto pretende beneficiar não só os atores como os diretores dos filmes. “Eu via que o pessoal de Projeto de Filme (uma disciplina para os alunos de Cinema) ficava perdido e ia buscar pessoas na UNIRIO e na CAL. Nós temos tantos atores aqui na PUC que não tem essa necessidade”.
Segundo ela, um dos grandes problemas dos diretores é dificuldade de se chegar até um ator e que este se encaixe no perfil procurado. No “Banco” podem ser encontradas pessoas com diferentes perfis e estilos de interpretação.
Todos os alunos, ex-alunos e funcionários da PUC podem se candidatar ao projeto. Apesar de não exigir dos atores o registro profissional de ator, existe um pré-requisito para participar. É necessário ter tido alguma experiência em teatro, TV ou cinema. Além disso, todos os que se cadastrarem terão uma cena de um minuto e meio disponível no Portal PUC-Rio Digital (www.puc-rio.br/puc-riodigital), ainda sem data definida.
Hermes Frederico, professor de Comunicação da PUC-Rio e coordenador da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), é o responsável pelo projeto e trabalha ao lado de Marina. Para ele, o “Banco de atores” vai ajudar na divulgação do trabalho destes artistas. “Eles serão vistos no Portal. Essa visibilidade permite a escolha para determinados papéis nas produções internas e quem sabe nas produções externas. Diretores de fora vão poder ver esses trabalhos”.
No ano passado, o “Banco de atores da PUC” recebeu 20 fichas de cadastro. Para Marina, a falta de divulgação foi responsável pela baixa procura. Era necessário deixar na Secretaria do Departamento de Comunicação um cadastro com o currículo e duas fotos, uma de rosto e outra de corpo inteiro. Agora, os interessados em se cadastrar devem procurá-la no CTAV (Centro Técnico e Audiovisual), que fica na sala 507 do prédio Kennedy.
O aluno do 7° período de Direito, Gustavo Estefen, é um dos atores cadastrados no “Banco”. Apesar de ainda não ter feito nada através desse cadastro, ele acredita que esta é uma oportunidade de ganhar experiência. “A teoria é muito importante, mas praticar é fundamental”, afirma.
Já a atriz e aluna do 4° período de Publicidade, Claudia Sardinha, também está cadastrada e já fez dois curtas universitários através do “Banco”, além de um teste para um vídeo institucional da universidade. Para ela, todos os atores da universidade deveriam se inscrever. “É uma oportunidade de trabalho. Um amigo da irmã faz cinema aqui e ele diz que sempre que precisa de atores, o meu material chega nas mãos dele. Isso é ótimo, significa que alguém está te vendo”.
